quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Bom Amigos e amantes das Artes Marciais, no post de Hoje abordaremos um pouco sobre os preceitos, e princípios Filosóficos do Karatê, através dos 20 princípios do Karatê de Gichin Funakoshi.


Os Vinte Princípios do Karatê: O legado espiritual do mestre, Gichin Funakoshi.

  • 12 - Não pense em vencer. Em vez disso pense em não perder.

Este princípio trás em sua essência o sentido de que um verdadeiro lutador de Karatê não encara uma luta apenas com a vitória sobre seu oponente, não necessita ser o melhor (superior ao outro), mas com intuito de não deixar seu oponente mostrar ser superior e reconhecer que além que ganhar ele não perdeu.
Podemos conhecer e compreender melhor este princípio através de uma vivencia diária de um lutador de Karatê, uma vez que quando sobe no tatame no momento da luta seu foco esta sobre seu oponente de forma que almeja não somente a finalização para obter a vitória, mas consiga trabalhar com golpes que impeçam que  seu adversário marque pontos e tenha vantagens sobre ele assim luta com garra até o final da luta pensando sempre em não perder.


  • 13 – Mude de Posição de Acordo com o Adversário.

No Décimo Terceiro Princípio segundo Funakoshi, pode-se observar a importância da maleabilidade, da flexibilidade, mas não no sentido físico e sim no sentido espiritual, e comportamental, é indispensável a estratégia durante o combate no Karatê e isso que este princípio tenta abordar, Mude de Posição conforme o seu adversário, ou seja,  sua estratégia estará baseada nas ações do seu oponente você deverá agir defensivamente, o ditado; o melhor ataque é a defesa faz sentido neste caso, pois se você esperar seu oponente tomar uma atitude e tiver raciocínio rápido para a partir daquela atitude você começar a agir, você estará em vantagem, pois estará vendo aonde seu adversário vai, que golpe ele desfere, em que região e a partir disto poderá se defender com mais eficiência bem como contra atacar aonde este oponente se enfraqueceu para atacá-lo, pois a luta acaba sendo como um jogo de xadrez, você muitas vezes entrega uma peça ou um jogada com o objetivo de executar uma ação favorável a você mesmo a partir daquela.
E este princípio aplica-se não só ao combate, mas como para a vida cotidiana, o objetivo da arte marcial é não somente tratar do individuo em seu treinamento, mas em sua vida também, e é indispensável a um Karatéca a disciplina a humildade, o respeito e isso diz respeito a este princípio, nunca subestimar sempre adaptar-se, não ser orgulhoso, tomar decisões com calma a partir do que a vida te proporciona, “Mudar” de posição conforme a vida se posiciona, ser maleável com as opiniões e atitudes, suas e dos outros, saber ouvir, saber respeitar o diferente, não ser teimoso e insistir no erro, ter uma segunda opção, este é o verdadeiro sentido do Décimo Terceiro Princípio.


  • 20 – Mantenha-se sempre Atento, Diligente e Capaz na sua busca do Caminho.


O vigésimo princípio diz respeito à conduta a ser adotada pelo individuo que pretende seguir no caminho das artes marciais em especial o Karatê, manter-se no caminho, no caminho não só dos treinamentos, mas de tudo que envolve a filosofia da arte marcial, a disciplina nos treinamentos, na vida, a perseverança perante as dificuldades, a vontade de melhorar a cada dia, o anseio, a busca incessante pelo caminho, inúmeros mestres de artes marciais relatam que encontraram respostas para seus questionamentos somente depois de muitos anos de prática, e ainda assim compreenderão que pouco sabiam e que muito mais ainda tinham que aprender, portanto manter-se sempre atento diz respeito não só ao combate, mas a vida, manter-se atento para não desviar-se dos princípios da arte marcial, não desviar-se do caminho da justiça que é o que prega o Karatê, manter-se diligente e capaz, buscando a cada dia o caminho.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A História do Karate em Santa Catarina
Por Georgia Cubas, Timbó, SC
O Karate teve como berço a ilha de Okinawa, no arquipélago de Ryo-Kyo ao sul do Japão. No final da Dinastia Ming Okinawa passoua ser dominada pelo Japão que, para evitar a reação do povo nativo proibiu o uso de armas. Sob pressão militar, a população buscou nos utensílios de uso cotidiano e no próprio corpo, meios de defesa.
Surgiram então os primeiros indícios da arte marcial, no início chamda de “Tode”. Devido à sua localização geográfica, Okinawa recebia comerciantes e visitantes de várias partes do continente. Nessa época o “Tode” (karate primitivo) era influenciado pelas artes de luta praticadas principalmente na China.
O Karate deixou de ser ensinado apenas de modo secreto, e em 1916 mestre Funakoshi fez a primeira demonstração pública fora de Okinawa. Funakoshi é considerado o pai do Karate moderno, por tê-lo aperfeiçoado técnica, literal e filosoficamente.
O Karate chegou ao Brasil com os imigrantes japoneses em 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru chegou em Santos, São Paulo. A colônia se instalou primeiro no interior de São Paulo. Os professores vindos da Terra-mãe (Japão), ensinavam a arte das mãos vazias (Karate) aos jovens japoneses e aos poucos aos brasileiros que se interessavam em aprender.
Em 15 de janeiro de 1954 o Mestre Yoshihide Shinzato imigrou para o Brasil e ministrou as primeiras aulas de Karate em sua casa, e no dia 25 de janeiro fez a primeira demonstração de karate no Parque do Ibirapuera em São Paulo.
Em 1956 o professor Mitsusuke harada organizou a primeira academia no centro da capital paulista. Harada portava o 5º. Dan outorgado diretamente pelo criador do estilo Shotokan, Gishin Funakoshi.
A história do Karate Shotokan em Santa Catarina começou com a chegada do mestre Shigeru Sogo, vindo do Japão para o Brasil em 1961. Sogo Sensei instalou-se inicialmente no Rio Grande do Sul, onde morou por 8 anos, vindo em seguida a se fixar em Santa Catarina, no início da década de 70.
Shigeru Sogo nasceu no dia 21 de setembro de 1936 na cidade de Osaka. Estudou na famosa Universidade Takushoku (Takudai), reduto de grandes nomes do Karate mundial, onde se formou em Administração. Durante seu período como universitário praticou Karate sob a tutela do grande mestre Masatoshi Nakayama.
Inicialmente em Blumenau, Sogo Sensei ministrava aulas de Karate Shotokan e Shorinji Kenpo nas academias Samurai, no Centro e no bairro Ponta Aguda. Daquela época permanece o seu aluno mais antigo, o professor Ademar Rulenski.
Em 1973,  Sogo Sensei foi para Florianópolis, dando aulas no Clube 12 de Agosto, situado na avenida Hercílio Luz. Nessa época iniciaram-se nos treinamentos os irmãos Antônio e Anísio Feitosa, que durante muitos anos foram referência para os praticantes de Karate-Do em Santa Catarina.
Posteriormente, Sogo Sensei fundou a academia Budokan e mudou-se para a sede do Diretório Central dos Estudantes, na rua Álvaro de Carvalho, onde atualmente funciona a academia Wadokan.
Ao longo dos anos, Sogo Sensei ministrou aulas também na Polícia Militar do Estado de Santa Catarina e na Base Aérea de Florianópolis. Com seu conhecimento e influência apoiou a vinda de grandes mestres a Santa Catarina como, por exemplo, Tadashi Takeuchi, Yasutaka Tanaka, Yasuyuki Sasaki e Juichi Sagara.

Sogo Sensei retornou ao Japão em 1988, deixando seus alunos mais antigos como responsáveis pela continuidade de seu trabalho.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O Universo das Lutas e O profissional de Educação Física

O Universo das Lutas e O profissional de Educação Física

Quando se pensa em um médico, vem à imagem de uma pessoa com um jaleco branco, quando se pensa em um policial logo vem na nossa mente a farda militar. E quando se pensa em um profissional da área de Educação Física? Muitas vezes aparece na mente um homem ou uma mulher de agasalho, apito e cronometro na mão, o que não está errado. Porém os tempos são outros e os profissionais de Educação Física estão assumindo cada vez mais na sociedade um papel de educar o comportamento das pessoas, buscando melhor qualidade de vida e acima de tudo saúde.
            Essa melhor qualidade de vida e saúde está diretamente associada à boa alimentação e a prática regular de atividade física, o profissional de Educação Física está inserido em vários meios onde pode atuar para o condicionamento físico, qualidade de vida e saúde das pessoas. Um dos meios que está crescendo e se desenvolvendo em grande velocidade, são as lutas e artes marciais, que estão longe de proporcionar violência, está se acabando o preconceito com essas práticas. Hoje se sabe que artes marciais nas escolas proporcionam um desenvolvimento, físico e psicológico nas crianças e adolescentes. Adultos estão praticando buscando a saúde e bem estar. Poucas atividades são tão completas como as lutas, melhora a respiração, flexibilidade, postura, coordenação motora, além de transmitir conceitos de concentração, disciplina e respeito. Segundo o médico do esporte Gustavo Magliiocca e lutadores de MMA como Demian Maia e Daniel Serafian, as artes marciais ajudam a emagrecer e ganhar massa muscular, o que muitas pessoas procuram em academias com os profissionais de Educação Física.
            Percebe-se claramente a importância de praticar exercícios físicos, as lutas e artes marciais são ótimas oportunidades de conhecer seu corpo e trabalhar da melhor forma para conquistar um corpo bonito e acima de tudo, saúde e qualidade de vida, porém é importante ressaltar que não se deve praticar lutas e artes marciais sem alguém capacitado para ministrar a aula como um bom profissional da área de Educação Física.




Referência:



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Judô X Jiu-Jitsu

Judô X Jiu-Jitsu

              Jiu-jitsu é uma arte marcial que utiliza golpes de articulação, como torções de braço, tornozelo e estrangulamentos, para imobilizar o oponente. Inclui também quedas, golpes traumáticos e defesas pessoais, como saídas de gravata, esquivas, contra-golpes etc.
O Jiu-jitsu não persegue, apenas, um ideal de defesa pessoal ou o ouro nas competições. Muito mais que isso, engloba um conjunto de conhecimentos que transportam o Budo, essa quintessência das artes marciais do oriente. Ao apresentar-se, o principiante busca, normalmente, aprender as técnicas que lhe permitam defender-se eficientemente de eventuais agressões físicas. Mas também, muito normalmente, ele perde o auto-controle se for agredido moralmente. Já o iniciado, o graduado, deverá perseguir o Budo desenvolvendo um equilíbrio entre a sua parte física e a mental, buscando atingir um profundo auto-conhecimento. À medida que o iniciado progride na escala hierárquica, deverá, cada vez mais, dominar-se a si mesmo, da mesma forma que pode dominar seus adversários; deverá, cada vez mais, concentrar-se no desenvolvimento de sua harmonia interior e na sua interação e integração com o Universo.
O judô é uma luta que exige muito coordenação motora e um bom repertório de movimentos. Isto reflete no seu trabalho mental. Você tem que pensar rapidamente e se antecipar ao movimento que o seu oponente vai realizar. Através da prática, de métodos de ataque e defesa, ou do treino do corpo para o cultivo da mente, podemos dominar o princípio ou essência desta arte, que é o caminho da delicadeza, ou o princípio de todas as artes e da própria vida. O Judô tem como alicerce os três princípios filosóficos definidos por Jigoro kano que, como ditado por ele mesmo evidenciam a principal diferença entre o JUDÔ KODOKAN e o antigo Jiu-jitsu : ” o Judô pode ser resumido como a elevação de urna simples técnica a um principio de viver” (Jitsu = técnica; Do = princípio). Esses princípios, mesmo não sendo conscientemente esclarecidos e compreendidos, estão presentes em todos os atos e atividades do praticante de judô. Por outro lado, quando o praticante tiver fixado e tomar consciência dos princípios que norteiam o judô, pode-se verificar que não são restritos ao Dojô, mas são igualmente válidos em qualquer atividade da vida diária, quando se pretende atingir um determinado objetivo.
Os três princípios do judô são :
JU = suavidade
SEIRYOKU-ZEN-YO = máxima eficiência com mínimo esforço
JITA-KYOEI = bem estar e benefícios mútuos


Ler mais: 
http://jiu-jitsujudo.webnode.com.br/filosofia/

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quem Quiser dar uma Olhadinha Também um Documentário sobre a História do jiu-jitsu Exibido Pela History Channel, Bem interessante!!! Grande Abraço!

http://www.youtube.com/watch?v=GA_Sy_gbV-E
Bom Pessoal no Post desta semana, estaremos falando um pouquinho da História da Família Gracie, esta que foi a percursora do Jiu -Jiu-jitsu no Brasil,


A origem de jiu-jitsu
"Há muitas opiniões a respeito da origem e da terra natal do Ju Jutsu, mas agora se sabe que são meras suposições, baseadas em narrativas relacionadas com a fundação de certas escolas ou com alguns registros ou gravuras incidentais, encontrados em antigos manuscritos, não só no Japão mas, também, na China, Pérsia, Alemanha e Egito. Não há registro pelo qual se possa estabelecer, de modo conclusivo, as origens do Ju Jutsu. Seria lógico, porém, admitir que, desde sua criação, o homem, com seu instinto de autopreservação, teve de lutar pela sobrevivência e, para isso, foi inspirado a desenvolver uma arte ou habilidades que aprimorassem o mecanismo do corpo. Em tais esforços, o desenvolvimento pode ter tomado várias direções, segundo a condição de vida ou circunstâncias tribais. Sendo, porém, o objetivo final e o mecanismo do corpo comuns a todos, os resultados não poderiam ter sido muito diferentes uns dos outros. Sem dúvida, essa é a razão pela qual encontramos, em várias partes do mundo, registros a respeito da prática de artes semelhantes ao Ju Jutsu e, também, uma falta de registros acerca de sua origem."
Sensei G. Koizumi, Kodokan 7º Dan
A conexão gracie
Quando os dias dos samurais chegaram ao fim, a arma de fogo substituiu a espada, e foram desenvolvidos novos métodos esportivos para praticar as artes marciais. Finalmente, apareceram no Japão numerosas e diferentes variações de jiu-jítsu, incluindo-se caratê, aikidô e judô. Mas faltavam a essas artes as partes essenciais que a arte completa do jiu-jítsu originalmente possuía.
Essa perda de realidade criou anos de confusão na comunidade de artes marciais, uma confusão a que o legendário Bruce Lee se referiria, mais tarde, como a "bagunça clássica". Bruce Lee era de fato um aluno de judô e, durante sua vida, fez muitos estudos sobre a luta corporal. Ele criticou as artes marciais tradicionais como sendo ineficazes. As mais tradicionais escolas de combate estavam simplesmente praticando técnicas não mais apropriadas para o combate nos tempos modernos e, sem meios de testá-las com segurança, a prática dessas artes tornou-se algo parecido como nadar sem água.
Foi só depois que a arte desportiva do judô e a arte combativa do jiu-jítsu foram ensinadas à família Gracie no Brasil, que a verdadeira arte do jiu-jítsu ressuscitou. O jiu-jítsu japonês (praticado como judô) foi apresentado à família Gracie, no Brasil, ao redor de 1914, por Esai Maeda, também conhecido como Conde Koma. Maeda era campeão de jiu-jítsu e discípulo direto de Kano, na Kodokan do Japão. Nasceu em 1878, e tornou-se aprendiz de judô (o jiu-jítsu de Kano) em 1897.
Em 1914, Maeda teve a oportunidade de viajar para o Brasil, como parte de uma grande colônia de imigração japonesa. No Pará, estado brasileiro da região norte, tornou-se amigo de Gastão Gracie, empresário influente que ajudou Maeda a estabelecer-se. Para demonstrar sua gratidão, Maeda prontificou-se a ensinar o jiu- jitsu japonês tradicional a Carlos Gracie, filho mais velho de Gastão. Carlos aprendeu por alguns anos e, depois, passou seu conhecimento para os irmãos.
Helio Gracie, o mais novo dos oito filhos (três eram meninas) de Gastão e Cesalina Gracie, sempre havia sido uma criança fisicamente delicada: subia um lance de escadas e tinha vertigens, ninguém sabia por quê.
Aos 14 anos, ele foi morar com seus irmãos mais velhos, que moravam numa casa em Botafogo, bairro do Rio de Janeiro, onde ensinavam jiu-jítsu. Por recomendações do médico, Helio passou os próximos anos limitado apenas a observar as aulas dadas por seus irmãos.
Certo dia, quando Helio tinha 16 anos, um aluno chegou para tomar aula com Carlos, que havia saído. Helio, que tinha memorizado todas as técnicas ao assistir seus irmãos ensinando, ofereceu-se para começar a aula. Quando a lição terminou, Carlos chegou, pedindo desculpas pelo atraso. O aluno respondeu: "Não se preocupe. Gostei muito da aula com Helio. Se você não se importar, eu gostaria de ter aulas com ele de hoje em diante." Carlos concordou, e Helio tornou-se professor.
O nascimento do gracie jiu-jitsu
Helio logo percebeu que, devido a seu físico frágil, não conseguia executar facilmente a maioria das técnicas que havia aprendido ao observar as aulas de Carlos. Com a determinação de executá-las eficientemente, começou a modificá-las para que se adaptassem à sua frágil constituição física. Enfatizando os princípios de alavanca e a escolha do momento certo, sobre a força e a velocidade, Helio praticamente modificou todas as técnicas e, por meio de tentativas e erros, criou o Gracie Jiu-Jitsu, o Jiu-Jítsu Brasileiro.
Para provar a eficácia de seu novo sistema, Helio desafiou publicamente todos os praticantes de artes marciais mais respeitáveis do Brasil. Participou de 18 lutas, incluindo desafios contra o antigo campeão mundial peso pesado de luta-livre, Wladek Zbyszko, e o segundo maior judoka do mundo na época, Kato, a quem Helio estrangulou e deixou desacordado após 6 minutos de combate. Sua vitória contra Kato qualificou-o para subir no ringue contra o campeão mundial Masahiko Kimura, quase 35 quilos mais pesado. Kimura ganhou a luta, mas ficou tão impressionado com as técnicas de Helio, que lhe pediu que fosse ensinar no Japão, admitindo que aquelas técnicas que Helio apresentara durante a disputa não existiam no Japão. Era o reconhecimento do melhor do mundo à dedicação de Helio ao refinamento da arte.
Aos 43 anos, Helio e seu adversário Waldemar Santana, um ex-aluno, bateram o recorde mundial do mais longo combate de vale-tudo da história, quando lutaram, incrivelmente, durante 3 horas e 40 minutos, sem intervalos!
Helio, amplamente considerado o primeiro herói do esporte na história brasileira, também desafiou ícones do boxe, como Primo Carnera, Joe Louis e Ezzard Charles. Todos recusaram.
Uma lenda contemporânea, Helio Gracie conquistou aclamação internacional por sua dedicação à divulgação da arte e da filosofia do Gracie Jiu-Jitsu. Devotado à família, um exemplo de vida saudável, Helio Gracie foi um símbolo de coragem, disciplina e determinação, e uma inspiração para todos os que o conheceram.
A academia
Ainda muito jovem, Helio Gracie aprendeu com Carlos, seu irmão mais velho, as técnicas japonesas tradicionais de jiu-jítsu. No final dos anos de 1920, ele começou a modificar essas técnicas para adaptá-las ao seu físico frágil, com o objetivo de desenvolver um sistema que lhe permitisse defender-se de adversários fisicamente superiores. Após anos de aperfeiçoamento, ele provou a eficácia de sua arte ao derrotar rotineiramente oponentes mais corpulentos e mais fortes, alguns mais pesados do que ele em até 45 quilos. Resultado: as técnicas de Helio tornaram-se rapidamente a nova expressão do jiu-jítsu no Brasil e abriram o caminho para uma revolução nas artes marciais em todo o mundo.
Em 1967, sob a orientação do Grande Mestre Helio Gracie, praticantes de jiu-jítsu criaram a primeira Confederação de Jiu-Jítsu no Brasil, para sediar competições recreativas, em que pudessem testar suas habilidades de autodefesa num ambiente seguro. Uma decorrência não premeditada desse desenvolvimento foi que o jiu-jítsu para autodefesa foi substituído por técnicas e aplicações mais desportivas. A excitação e o divertimento de um campeonato, ligados ao prestígio que acompanha as vitórias nas competições, motivaram a imensa maioria dos professores a se concentrarem inteiramente na preparação de seus alunos para os torneios. Eles dedicaram suas sessões de treinamento ao desenvolvimento de técnicas que os levariam à vitória, baseadas no sistema de contagem de pontos, regras e categorias de peso que governavam o jiu-jítsu desportivo. Infelizmente, a epidemia dos campeonatos teve conseqüências nefastas. Ela enfraqueceu a eficácia da arte, porque a maioria das técnicas de jiu-jítsu desportivo tinha pouca ou nenhuma aplicação em uma luta real. Ainda pior: aperfeiçoando as técnicas desportivas, o aluno freqüentemente desenvolvia reflexos que poderiam ser desastrosamente contraproducentes em uma situação de autodefesa na rua. Nada disposto a comprometer os princípios fundamentais de sua arte, Helio retirou-se da Confederação.
Em 1978, Rorion Gracie, filho primogênito de Helio, deixou o Brasil e viajou para os Estados Unidos, a fim de compartilhar as técnicas de seu pai com o resto do mundo. Logo ao chegar, notou que a maioria dos americanos não reconhecia a eficácia do jiu-jítsu. Mesmo os que tinham conhecimento de artes marciais confundiam o sistema da família Gracie com o jiu-jítsu japonês tradicional, que estava presente nos Estados Unidos desde os anos de 1950. Para ressaltar a distinção entre as duas disciplinas, Rorion registrou o nome "Gracie Jiu-Jitsu".
Rorion passou muitos anos ensinando em sua garagem, enquanto fazia uma campanha solitária objetivando abrir os olhos dos praticantes de artes marciais americanos para a simplicidade e a eficácia do Gracie Jiu-Jitsu. Ele chegou à conclusão de que, apesar de seus esforços incansáveis e constantes, precisaria de um meio mais poderoso e visível para provar a superioridade do Gracie Jiu-Jitsu sobre todas as outras artes marciais. Para consegui-lo, criou o Ultimate Fighting Championship, ou UFC. Esse espetáculo pay-per-view de televisão chocou o mundo das artes marciais, quando seu irmão Royce usou as técnicas simples do Gracie Jiu-Jitsu para derrotar repetidamente adversários mais corpulentos e atléticos, munidos de uma ampla variedade de habilidades em artes marciais.
O êxito do Gracie Jiu-Jitsu no UFC estimulou muitos praticantes do jiu-jítsu desportivo a deixar o Brasil para tirarem proveito da crescente demanda por instrução no Gracie Jiu-Jitsu. Devido a restrições legais ao uso do nome registrado "Gracie Jiu-Jitsu", tais professores começaram a usar o nome alternativo "Jiu-Jítsu Brasileiro".
A concorrência de professores de jiu-jítsu desportivo, muitos deles membros da extensa e ampliada família Gracie, levou à criação de numerosas escolas de jiu-jítsu nos Estados Unidos. Quase todas proclamavam ensinar o mesmo jiu-jítsu que o Grande Mestre Helio Gracie havia criado e que Royce empregara no UFC. Na verdade, a maioria ensinava uma versão modificada da arte, específica para competições esportivas. Alunos acorreram a essas escolas, esperando adquirir as habilidades realísticas de autodefesa que haviam visto no UFC, e frequentemente treinavam durante vários anos até perceberem, desapontados, que aquilo que estavam aprendendo tinha aplicação muito limitada na rua.
A demanda mundial por instrução no Gracie Jiu-Jitsu, ou no Jiu-Jítsu Brasileiro, continua a crescer com velocidade fenomenal – sem regulamentação. Como resultado, muitos praticantes de jiu-jítsu com níveis de habilidade amplamente diversificados, abriram escolas para tirar proveito dessa demanda. No melhor dos casos, tais professores autodesignados são praticantes competentes do jiu-jítsu desportivo. Na pior das hipóteses, são superficialmente qualificados, carecem de conhecimento profundo ou são, simplesmente, maus professores. Para enfrentar essa tendência preocupante, a Gracie Academy lançou o Global Training Program (“Programa de Treinamento Global”), com o objetivo de perpetuar as técnicas e os princípios do Gracie Jiu-Jitsu em sua forma mais pura: como método de autodefesa.
A dieta gracie
"Depois do divórcio de nossos pais, Carlos assumiu a liderança entre os irmãos. Primeiro professor e lutador da família, passou a ser nosso orientador. Quando mostramos nossas habilidades dentro do ringue como lutadores e professores, Carlos pôde nos confiar outras tarefas relativas ao ringue e passou a dedicar mais tempo a estudos esotéricos. Mergulhou numa variedade de assuntos relacionados à mente, ao corpo e ao espírito.
Carlos logo entendeu a relação fundamental entre saúde e performance no esporte. Para que estivéssemos prontos para defender o nome da família contra todos e a qualquer hora, era importante nos mantermos saudáveis. Essa foi sua maior motivação para se aprofundar no estudo da nutrição e do efeito dos diferentes alimentos no corpo humano. Percebendo que alimentos diversos podem causar reações químicas diferentes no organismo, Carlos focou seus estudos na combinação dos alimentos. Acreditava que, a cada refeição, os alimentos ingeridos deveriam "combinar" a fim de desencadearem reações químicas favoráveis. O objetivo principal era evitar a acidez do sangue para facilitar o processo digestivo, que é a atividade do corpo humano que requer maior consumo de energia. Embora nunca tivesse tido uma educação formal em Nutrição, Carlos se debruçou sobre o trabalho de inúmeros especialistas do mundo inteiro. Usando a si mesmo e a família como cobaias, dedicou sessenta e cinco anos de sua vida ao desenvolvimento e aperfeiçoamento da Dieta Gracie. Com o passar do tempo, testemunhei resultados surpreendentes do seu regime nutricional.
Quando se é jovem, aos vinte, trinta ou quarenta anos, é difícil sentir os efeitos dos hábitos alimentares indevidos. Escritas por jovens de aparência saudável, muitas dietas modernas alcançam credibilidade com base somente na teoria. Mas, se você está com quarenta anos e começa a seguir a dieta da moda, como vai saber o efeito dela sobre o seu organismo daqui a trinta ou quarenta anos? É impossível para os gurus de hoje provar a validade das suas teorias a longo prazo. Eles simplesmente não tiveram tempo suficiente para isso. O ideal é se informar sobre a dieta de alguém que conte setenta anos e que tenha seguido tal dieta por pelo menos trinta para, assim, poder comprovar a validade dos resultados prometidos. Infelizmente, não existem muitas pessoas saudáveis com setenta anos nos dias de hoje. No entanto, assim como temos demonstrado a eficácia de nosso sistema de autodefesa com fatos e não com teorias, sou a prova viva de que a Dieta Gracie funciona. Tenho seguido essas combinações alimentares por mais de setenta anos e hoje, com mais de noventa, desfruto de ótima saúde mental e física, o que me permite, entre outras coisas, continuar a ensinar e treinar.
Quero agradecer a influência positiva que recebi do meu querido irmão Carlos Gracie, que foi como um segundo pai para mim. Com ele aprendi os princípios filosóficos e os conceitos sobre saúde que sigo até hoje, assim como o jiu-jítsu japonês, que me serviu de base para desenvolver o Gracie Jiu-Jitsu – a arte marcial mais completa do planeta."
Para receber instrução detalhada, por meio de fotografias, em mais de 100 técnicas de autodefesa e conhecer a história da Família Gracie e o desdobramento completo da Dieta Gracie – incluindo tabelas de combinação dos alimentos e uma sugestão de menu semanal – solicite hoje sua cópia do livro "Gracie Jiu-Jitsu".


Alimentos da Dieta Gracie:

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Bom dia Guerreiros!!! No post de Hoje vamos falar um pouquinho a repeito da História do M.M.A. (Artes Marciais Mistas), Há evidencias de que na Grécia antiga era praticada uma modalidade que tinha como nome Pancrácio e foi disputada nas primeiras olimpíadas, esta que consistia na junção de técnicas variadas de lutas, em pé utilizando; punhos, cotovelos, pernas, e joelhos assim como técnicas de lutas de solo como finalizações imobilizações e quedas, desde então até a febre das lutas de Vale tudo no brasil veio-se consolidando a estrutura do que é hoje o esporte das Artes Marciais Mistas, acredita-se que o estopim das das Artes Mistas tenha ocorrido através de batalhas clandestinas organizadas para confrontar e testar qual a Arte de maior eficácia, promovidas na década de 90 no Brasil foram difundindo-se pelo mundo inteiro, e ganhando força com eventos como o PRIDE e posteriormente o UFC, inicialmente os combates consistiam em confrontar estilos de luta diferente mas com o passar do tempo as artes foram complementando-se e o lutador que conseguisse reunir maior experiencia e técnica em maior numero de Artes Marciais se sobressairia, o cenário da época era dominado pelos grandes idealizadores destes torneios que eram os membros da família Gracie, que dominavam e ganhavam a grande maioria dos combates utilizando a Arte Marcial desenvolvida por eles mesmo no Brasil, que era conhecida como a Arte Suave do Jiu-Jitsu, as lutas inicialmente tinham poucas regras e muitas vezes consistiam em combates brutais sem regulamentação de tempo, e com pouquíssimas
restrições, mas com o surgimento do Ultimate Fighting Championship e sua regulamentação foram sendo incluídas uma série de regras e restrições e então foi se profissionalizando os atletas que lutavam nestas modalidades, nos dias atuais o M.M.A. é responsável por uma febre nacional e internacional na qual lucra-se milhões com as propagandas patrocínios e produtos associados à modalidade, aumentando o numero de adeptos as lutas e Artes Marciais assim como a maior divulgação e reconhecimento do esporte nacional que deixa de ser restritamente o país do futebol passando a ser o país do M.M.A.

Fonte: ( Site Wikipédia, a enciclopédia livre.)


Assistam o Vídeo abaixo do programa que era exibido em 2011 na Rede TV, U.F.C Sem Limites ele conta um pouco da História do M.M.A. e sua repercussão no Brasil.


http://www.youtube.com/watch?v=klZKKCppTPk